Entrevista com Otávio Bruno Campeão de Barretos 06 

No último Domingo dia 17/12/2006 estive em Marilia (SP) na confraternização da Freedom “www.freedomcountry.com.br“, empresa de acessório country para montaria que patrocina alguns peões de rodeio. A convite de Jorge e Álvaro Araújo Sócios proprietários da firma fui convidado para entrevistar esses patrocinados que são: Otávio Bruno Campeão de Barretos 2006, Ananias Pereira Campeão de Barretos em 2002, Elton José do Souza líder de pontos da PBR Brasil todos da cidade de Pompéia e Rafael Silva Moura (Cego) peão com 23 anos de carreira, ou seja, só elite do rodeio. Com apoio da Freedom que patrocinou também minha viagem até lá estarei nos próximos meses publicando essa série de entrevistas exclusivas. E vamos começar com alguém que já recebeu seu presente de Natal no mês de Agosto: Otávio Bruno da Silva Souza, 25 anos, solteiro, católico, menino simples de origem humilde como a maioria do peões, mora em Pompéia no interior de São Paulo. Ele já ganhou 4 carros e sete motos, mas, no dia 26 de agosto de 2006 sem sombra de dúvidas conquistou até então, o titulo mais importante sua carreira. Campeão de Barretos. Em entrevista exclusiva ele nos conta um pouco mais da sua vida e detalhes da conquista do 51º “Barretos International”. Como foi sua infância? Meu avô morava no sitio e eu não saia de lá, sempre ajudava ele. Como o contato com os animais era inevitável comecei a montar por brincadeira, coisa normal para uma criança de sitio. Nem tinha pretensão de ser peão, mas, aos 14 anos comecei ficar mais interessado. Eu queria saber de você, quando foi que descobriu o dom para o rodeio? Foi no primeiro rodeio que montei, foi na cidade de Oscar Bressane em 1999, fiquei em quarto lugar. Empolguei, e ali acreditei que poderia ser um peão. Quando você começou no rodeio qual era a principal dificuldade? Era arrumar convites para montar nos rodeios. Eu trabalhava com um tropeiro a troco dos convites. Teve algum momento que as dificuldades foram maiores? Que passou pela sua cabeça parar de montar? Teve sim. Sofri uma distensão na coxa, fiquei quatro meses parado. É uma das contusões mais complicadas, porque é uma parte do corpo muito exigida nas montarias. Achei que não voltava mais, mas, graças a Deus consegui reverter essa situação. Bom, agora vamos falar de Barretos. No primeiro dia você tirou 64 pontos, estava em penúltimo lugar de nota. Passava pela sua cabeça que poderia ser campeão? Sinceramente não. Não imaginava que poderia ser campeão lá. Em que momento você percebeu que poderia ganhar? No sábado. Montei o touro Hollywood do Junior Caligari, que pra mim foi o touro mais complicado. Quando parei os 8 segundos nele e consegui 84 pontos ai comecei a acreditar. Na final você estava em segundo lugar de nota. Foi o penúltimo a montar e conseguiu 92 pontos no touro Delegado do Neto Oger. O Emilio Resende estava em primeiro e iria montar o touro Impacto também Neto Oger, que entre “os peões” é considerado o touro mais duro do Brasil. Quando terminou a montaria já sentiu o gosto do titulo? Não, mesmo sabendo do touro complicado que o Emilio ia montar eu acreditava que ele pararia, porque ele estava montando muito bem, vinha liderando o rodeio desde o segundo dia, foi surpresa para mim ele cair e surpresa “agradável” eu ser campeão. E quando foi anunciado Otávio Bruno como Campeão de Barretos. O que você sentiu? Olha na verdade eu num senti muita coisa não. Porque foi tanta entrevista e assédio quem nem me dei por conta do que tinha acontecido. De noite sonhava, achando que era sonho e na verdade era realidade. A ficha só foi cair no outro dia de manhã quando fui dar entrevista ao vivo para a televisão. Ai sim, que fui perceber que era campeão de Barretos. Além da premiação em dinheiro, ofereceram um apartamento para o campeão de Barretos em 2006. Já vendeu ele? Não, até porque ele num está terminado ainda. Num tenho intenção de vendê-lo por enquanto não. O que mudou na vida do Otávio Bruno, agora campeão de Barretos? Muita coisa. É entrevista toda hora, aquela dificuldade que tinha para arrumar convites para montar nas festas não tem mais, hoje os presidentes das festas é que me convidam para montar nos rodeios deles, e são sempre rodeios bons isso é muito bom. Bom você iniciou no rodeio em 1999, são sete anos de carreira. Nesse tempo qual foi a montaria que você considera perfeita? Foi no touro Cama de Gato do Tholinha em Paranaíba, tirei 94 pontos. Essa foi boa. Qual seu principal objetivo como peão? Ir para os EUA e montar bem lá? Quando isso vai acontecer? Logo, estou querendo ir ano que vem para lá? Fora do rodeio encontramos você onde e fazendo o que? Com certeza no sitio mexendo com gado e treinando em uns touros que tenho. Ou seja, fora do rodeio levo uma vida de rodeio. RS. Você tem patrocínio Bruno? Sim. Depois que ganhei Barretos comecei a integrar o “Crystal Top Team” do Circuito Crystal que me patrocina e também da Radade e do FR (Fabio Ribeiro), mas, sempre tive o patrocínio da www.freedomcountry.com.br que e fornece pra min colete, calça de couro, luva, espora, e todo acessório que preciso para montaria. Eles acreditaram em mim desde o começo, muito antes de eu ter um grande titulo. Sou muito grato ao Jorge e ao Álvaro pelo apoio que sempre deram aos peões. Só quem é peão sabe como é importante um patrocínio desses. Uma frase para quem está começando? “Ir para cima dos touros, e se dedicar como atleta”.  


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